

Puts ultrapassou o farol vermelho.

Pesquisas arqueológicas realizadas na década de 1970 encontraram vários sambaquis e abrigos com instrumentos e ossadas de povos pré-históricos. Um dos maiores problemas dos arqueólogos era a destruição dos sítios arqueológicos por caçadores de tesouros, incentivados pelas inúmeras lendas sobre piratas e tesouros escondidos.


O município tem origem numa igreja fundada pelos jesuítas no século XVII. A povoação foi elevada a sede de município em 1732 com a designação de São Miguel da Barra do Rio das Contas. Passou a ter a designação actual em 1931.
Quatro eventos estatisticamente improváveis fizeram Itacaré um lugar especial e com alto grau de preservação:
1.Tem uma formação geológica única no Nordeste Brasileiro, aonde a faixa costeira tem solo fértil e falésias rochosas, e por isso a Mata Atlântica avança até o mar.
2. A cultura agrícola predominante foi o cacau, que precisa da sombra da Mata Atlântica para ser plantado, se fosse cana de açúcar ou café toda a mata teria sido toda cortada.
3. O município cresceu muito entre 1890 e 1940 graças ao cacau, mas nos anos 40 o porto da cidade assoreou e a cidade ficou isolada porque as estradas eram muito ruins, esse isolamento impossibilitou o crescimento até a construção da Estrada Ilhéus-Itacaré em 1998.
4.Em 1993 o Governo do estado da Bahia criou uma APA - Área de Proteção Ambiental - antes de construir a estrada em 1998, dando regras ao crescimento da cidade. Essa APA estimulou o desenvolvimento de Itacaré como destino de ecoturismo e não de turismo de massa.
5.Hoje Itacaré é um dos principais centros turistícos do litoral sul baiano, se destacando como principal ponto de surfe do estado.
É impossível falar de preservação ambiental brasileira e conservação da Mata Atlântica sem citar Itacaré. Mais antiga que a própria historia do Brasil (Os índios Tupiniquins habitavam a cidade antes da chegada dos portugueses), Itacaré carrega uma tradição no que se refere ao bom relacionamento com a natureza.
Os índios que viviam na região viviam de caça, pesca e agricultura de subsistência. A vinda dos jesuítas portugueses transformou as relações vigentes, sobretudo por implantarem plantações de canas-de-açúcar. Vestígios da ocupação estrangeira podem ser vistas em edificações que permanecem erguidas no centro de Itacaré, como a Igreja de São Miguel, datada de 1718.
Hoje a cidade é um dos principais pólos turísticos do estado da Bahia, recebendo milhões de visitantes por ano. São cerca de 28 praias e dezenas de cachoeiras, sem falar nas grandes fazendas e trilhas de caminhada. Itacaré é um verdadeiro paraíso natural, sobretudo por abrigar praias de águas límpidas, vestígios conservados da Mata Atlântica e uma população tão pequena quanto receptiva.




O Sistema Turístico de Bonito - MS
A cidade de Bonito, no Mato Grosso do Sul, nasceu em meados do século passado, em 1.948, com sua emancipação política, econômica e social do município de Miranda/MS. As atividades econômicas predominantes desde então, foram: a pecuária, a agricultura e a mineração - vocações unânimes de acordo com o clima, vegetação e subsolo.
Apesar de seu nome sugestivo "Bonito", não se tinha o menor interesse em desenvolver atividades turísticas. Mesmo porque na época, esta atividade enquanto geradora de emprego e renda, ainda era uma realidade muito distante para o brasileiro em geral, e mais ainda para o sul mato-grossense de uma pequena cidade em seu interior. Mas por outro lado a consciência de que as belezas naturais eram impressionantes foram registradas já nos nomes de córregos e rios da região, como os rios Formoso e Mimoso. Outro fator importante a ser destacado foi a criação do Conselho Municipal de Meio Ambiente em 1986, sendo resultado de uma preocupação com as questões ambientais. O conselho já completou seus 19 anos de atuação efetiva na cidade.
Porém somente em meados da década de 1990 que a vocação turística foi assumida, quando a comunidade local começou a ser despertada para o interesse que as belezas naturais da cidade exerciam sobre os poucos visitantes que recebia. O fato não pode mais passar despercebido quando Bonito foi exibida em rede nacional, pela TV Globo (Programa Fantástico) e "surpreendentemente" centenas de pessoas passaram a procurar a cidade como um Destino Turístico nacional. Valendo dizer que nesta época a cidade não contava com nenhuma grande estrutura turística. Havia menos de dez hotéis e os poucos e escassos serviços turísticos contratados através de três únicas agências. A partir de então, muita coisa mudou e, a organização turística da cidade, nestes poucos anos, já ganhou prêmios nacionais e a exposição na mídia televisiva e jornalística do país.
Importante salientar que existem ainda arestas a serem aparadas neste sistema, no entanto, sua eficiência já está consolidada. Trata-se de uma cadeia produtiva, formada por inúmeros prestadores de serviços, que buscam atender e superar as expectativas dos visitantes, no que se refere à paz, tranqüilidade e respeito. São serviços de alimentação, transporte, hospedagem, agenciamento, guias de turismo, souvenirs, entre outros. Mas o que chama a atenção de administrações públicos, estudiosos e, interessados no assunto, é a interação de todos os serviços oferecidos através do envolvimento da comunidade, buscando a harmonia da utilização dos recursos naturais. Buscando a sustentabilidade.
Atualmente existem 67 (setenta e sete) empresas oferecendo serviços de hospedagem, entre hotéis e pousadas de pequeno a grande porte. Existem 35 (trinta e cinco) agências operando no mercado. Aproximadamente 80 (oitenta) guias de turismo credenciados pelo Ministério do Turismo. Mais de 40 (quarenta) sítios turísticos. Incontáveis serviços de locação de automóveis, vans, motos e bicicletas. Entre bares, restaurantes e lanchonetes existem mais de 40 (quarenta) opções.
Não se pode negar o progresso dos últimos anos em função do turismo. Afinal, atualmente mais de 56% (cinqüenta e seis) da mão-de-obra está voltada diretamente para esta atividade econômica. São inúmeros atores desempenhando os mais variados papéis neste espetáculo, tais como: guias, agentes, remadores, monitores, recepcionistas, motoristas, gerentes, guardas, telefonistas e etc. Pessoas ajudando pessoas na realização de seus sonhos. Sendo que o bom funcionamento da estrutura turística local depende diretamente do nível de bom relacionamento e, informação que todas as pessoas e seus cargos conseguem manter entre si. De outra forma o sistema será falho, incorrerá em problemas inadmissíveis e, não conseguirá satisfazer seus clientes.
Neste contexto geral, um grande incentivo para todos os empresários e profissionais ligados ao trade turístico é ter ganho, pela quarta vez consecutiva, neste ano de 2005, o prêmio da Revista Viagem & Turismo, como “Melhor Destino Nacional de Ecoturismo”. O que se torna, sem sombra de dúvidas, um grande incentivo para a melhoria do sistema e pauta novas ações de planejamento de todo o destino turístico.
http://www.portalpublicobonitoms.com.br/


Aracaju é uma cidade tranquila, segura, aconchegante e acolhedora. Preparada para o mercado turístico, a capital sergipana possui atrativos naturais - praias, rios, manguezais -, saborosa gastronomia marcada principalmente por sabores do mar e uma ótima infraestrutura urbana.
A população local e os visitantes dispõem de grande diversidade de equipamentos culturais e de lazer, a exemplo de museus, galerias de arte, centro de convenções, teatros, parques, casas noturnas e de espetáculos.
Graças ao sistema de transporte público integrado, é possível conhecer toda a capital sergipana com um único bilhete, que permite que o passageiro pegue quantos ônibus desejar. E para quem gosta de pedalar, Aracaju oferece mais de 50 km de ciclovias.
A cidade também conta com uma rede hoteleira de qualidade, bares, restaurantes e, o mais importante, um povo feliz e hospitaleiro. Não é a toa que, em pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde no ano passado, Aracaju foi considerada a capital brasileira de qualidade de vida.
PONTOS TURÍSTICOS
Praias
São aproximadamente 35 quilômetros de litoral, com areias planas e firmes, perfeitas para caminhadas; águas mornas e rasas, ótimas para o banho; além de bares e restaurantes estruturados. O sistema de transporte coletivo integrado permite o acesso fácil a todas elas. Destacam-se as praias de: Atalaia, Aruana, Robalo, Náufragos, Refúgio e Mosqueiro.
Atalaia
Considerada o mais belo cartão postal de Aracaju, a praia de Atalaia é a mais famosa e mais próxima do centro. É na orla de Atalaia onde estão instalados os melhores bares, restaurantes, casas noturnas e hotéis da cidade. Revitalizada recentemente, ganhou funcionalidade com a implantação de equipamentos de lazer e de convivência social: caramanchão, quadras de tênis, parque infantil, fonte luminosa com o balé das águas, lagos, espaço para a prática de esportes radicais, Delegacia de Turismo, Oceanário e o Centro de Arte e Cultura J. Inácio.
Mosqueiro
Povoado localizado no extremo sul da capital, o Mosqueiro é privilegiado pela natureza. Ao leste, o oceano Atlântico, a oeste, o rio Vaza Barris com águas limpas e manguezais preservados, além de ilhas que surgem com a maré baixa. A Croa do Goré, a mais famosa e procurada, ancora um restaurante flutuante que permite ao visitante saborear delícias gastronômicas da região à base de frutos do mar. É possível passear por esse cenário paradisíaco a bordo do catamarã Velho Chico e de outras embarcações. O encontro do rio Vaza Barris com o mar e o pôr-do-sol completam esse espetáculo inesquecível.
Orla do Bairro Industrial
Às margens do rio Sergipe, no norte da capital, a orla do Bairro Industrial é um dos novos atrativos turísticos de Aracaju. Está equipada com ciclovia, calçadão, parque infantil, centro de artesanato, bares e restaurantes, que oferecem excelentes pratos da culinária sergipana, como a moqueca de peixe e de camarão. A ilha de Santa Luzia com seu belo coqueiral, as canoas de pescadores com suas velas coloridas ao vento, as águas do rio Sergipe e a brisa que sopra refrescando os dias de verão convidam a um passeio por essa bela paisagem.
Oceanário de Aracaju
Instalado na orla de Atalaia e em forma de tartaruga, o Oceanário abriga 20 aquários que mostram a diversidade da flora e fauna marítima e fluvial de Sergipe. Várias espécies de peixes, tartarugas e outros animais marinhos atraem crianças e adultos. Os visitantes são monitorados por biólogos do Projeto Tamar, que administram a unidade. Um dos destaques desse atrativo turístico é o tanque oceânico com 150 mil litros de água, que reproduz o ambiente do fundo do mar no litoral sergipano. Arraias, meros e tubarões-lixa podem ser vistos bem de perto. Uma câmara submarina instalada na plataforma Camurim-09 da Petrobrás permite observar as águas do Atlântico em tempo real. O Oceanário de Aracaju é o primeiro do Nordeste e o quinto do país, ocupando 1.100 m2 de área construída.


Tudo começou com as Capitanias Hereditárias quando o Rei de Portugal Dom João III, em 1530, dividiu o Brasil em lotes. As terras que hoje correspondem ao Rio Grande do Norte couberam a João de Barros e Aires da Cunha. A primeira expedição portuguesa aconteceu cinco anos depois com o objetivo de colonizar as terras. Antes disso, os franceses já aportavam por aqui para contrabandear o pau-brasil. E esse foi o principal motivo do fracasso da primeira tentativa de colinização. Os índios potiguares, ajudavam os franceses a combater os colonizadores, impedindo, a fixação dos portugueses em terras potiguares.
Passados 62 anos, em 25 de dezembro de 1597, uma nova expedição portuguesa, desta vez comandada por Mascarenhas Homem e Jerônimo de Albuquerque, chegou para expulsar os franceses e reconquistar a capitania. Como estratégia de defesa, contra o ataque dos índios e dos corsários franceses, doze dias depois os portugueses começam a construir um forte que foi chamado de Fortaleza dos Reis Magos, por ter sido iniciada no dia dos Santos Reis. O forte foi projetado pelo Padre Gaspar de Samperes, o mesmo arquiteto que projetou a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Apresentação.
Concluído o forte, logo se formou um povoado que, segundo alguns historiadores, foi chamado de Cidade dos Reis. Depois, Cidade do Natal. O nome da cidade é explicado em duas versões: refere-se ao dia que a esquadra entrou na barra do Potengi ou a data da demarcação do sítio, realizada por Jerônimo de Albuquerque no dia 25 de dezembro de 1599.
Com o domínio holandes, em 1633, a rotina do povoado que começa evoluir foi totalmente mudada. Durante 21 anos, o forte passou a se chamar Castelo de Keulen e Natal Nova Amsterdã. Com a saída dos Holandeses, a cidade volta a normalidade. Nos primeiros 100 anos de sua existência, Natal apresentou crescimento lento. Porém, no final do século XIX, a cidade já possuia uma popualação de mais de 16 mil habitantes.
A partir de 1922, o desenvolvimento de Natal ganhou rítmo acelerado com o aparecimento das primeiras atividades urbanas. Pela sua posição geográfica privilegiada é o ponto das Américas mais próximo da Europa, na IIº. Grande Guerra Mundial, já no século XX, serviu de base militar para os nortes americanos, ganhando ares de metrópole internacional, transformando definitivamente Natal e a cidade teve seu nome conhecido por milhões de cidadãos pelo mundo.
Nos anos pós-guerra a cidade continuaria a se desenvolver e sua população cresceria, mas só alguns anos mais tarde é que esse quadro mudaria definitivamente. Foi no inicio da década dos anos 80 com a construção da Via Costeira este um marco importante. São 10 km de praias com uma excelente rede de hotéis entre as Dunas e o Mar.